22/07/2017 às 18h33
Saúde

Genoma da onça-pintada é sequenciado por pesquisadores no Brasil

Estudos servirão para aprimorar estratégias atuais de conservação da espécie

Foto: Adriano Gambarini/ICMBio

Foto: Adriano Gambarini/ICMBio

O sequenciamento do genoma da onça-pintada foi concluído pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) junto a especialistas de sete países. O animal, maior felino das Américas, está ameaçado de extinção.

O projeto teve ainda a participação de dois analistas ambientais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Os dados foram comparados aos genomas de outros quatro grandes felinos (tigre, leão, leopardo-das-neves e leopardo), todos do gênero Panthera.

A análise das informações foi feita durante cinco anos, sob a coordenação do professor Eduardo Eizirik, da Faculdade de Biociências da PUCRS, e resultou na publicação de artigo na revista Science Advances.

O primeiro genoma da onça-pintada foi obtido de Vagalume, nome dado a animal que vivia no Zoológico de Sorocaba (SP). Nascido na região do Pantanal em 1997 e pesando 94kg quando adulto, foi deixado no local ainda filhote, após a morte da mãe. “Procurei um animal de cativeiro, para facilitar a coleta de amostras, mas que fosse originário da natureza”, comenta Eizirik.

A partir das descobertas, o grupo da PUCRS e seus colaboradores no Brasil e em outros países estão agora conduzindo estudos genômicos ainda mais detalhados das onças-pintadas, envolvendo múltiplos indivíduos de diferentes regiões, o que será importante para aprimorar as estratégias atuais para a conservação desta espécie.

Origens
Há 4,6 milhões de anos, os cinco grandes felinos tinham um ancestral comum, que era parecido com o atual leopardo. Ele deu origem às espécies atuais e também a outras já extintas, que a partir da Ásia se espalharam por quase todo o planeta.

O estudo revela que houve diversos tipos de cruzamentos entre essas espécies ao longo de sua evolução, o que pode ter contribuído para a sobrevivência até o presente. “Esses animais não têm um número estável. Como predadores de topo, são suscetíveis a mudanças ambientais, como a diminuição das presas, declinando rapidamente e perdendo a variabilidade genética”, explica o professor.

Fonte: ICMBio
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